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Guimarães
12 abril 2026
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Aguentar até ao limite das forças nas mãos de André Ferreira

Tiago Mendes Dias
Desporto \ sábado, abril 11, 2026
© Direitos reservados
Moreirense entrou a ganhar em Famalicão e trabalhou depois muito para segurar vantagem. Na primeira parte, fê-lo de forma controlada, antes de sofrer muito na segunda. Empate fechou ciclo de desaires.

A receita para o Moreirense FC encerrar um ciclo de três derrotas consecutivas na curta viagem a Famalicão conteve dois ingredientes principais: a eficácia na abertura do encontro e os reflexos de André Ferreira na hora de se opor às várias oportunidades criadas pelos anfitriões, principalmente na segunda metade do desafio. Assim se confecionou a igualdade a um golo no jogo de abertura da 29.ª jornada da Liga Portugal Betclic.

Com Diogo Travassos de regresso ao trio de ataque, face à inclusão de Fabiano no lado direito, e Stjepanovic a reaparecer no vértice mais recuado de um meio-campo formado por Nile John e Rodrigo Alonso, já que Alanzinho foi deslocado para o eixo do ataque, por troca com Luís Hemir, os cónegos adiantaram-se logo aos quatro minutos: servido pelo colega de setor, Nile John, o espanhol aproveitou a saída de Carevic assim que entrou na área e contornou o guarda-redes para empurrar a bola para o fundo das redes.

A equipa de Vasco Botelho da Costa controlou bem a reação contrária nos minutos após o golo, com Alanzinho a mostrar a sua face mais criativa no espaço entre a linha intermédia e a linha defensiva do Famalicão, mas a face do jogo começou a mudar a partir da meia hora, assim que Mathias de Amorim acertou com estrondo no poste da baliza do Moreirense, num remate de fora da área.

O final da primeira parte, com Francisco Domingues a negar o golo a Elisor em cima da linha de baliza e André Ferreira a opor-se a Ibrahima Ba, foi prelúdio para o que estava para vir na etapa complementar: um vendaval ofensivo famalicense que motivou Vasco Botelho da Costa a reforçar a linha defensiva com Kevyn Monteiro para segurar a vantagem a toda a força.

O Moreirense começou a ter bola por períodos cada vez mais curtos e a remeter-se cada vez mais à sua área para conter a manobra ofensiva da equipa comandada por Hugo Oliveira. A primeira ameaça de golo demorou – deu-se aos 68 minutos -, mas três minutos depois André Ferreira nada pôde fazer para negar o golo ao ex-Moreirense Pedro Santos, num cabeceamento bem colocado a coroar uma triangulação na esquerda para cruzamento de Rafa Soares.

A partir daí, foi aguentar, aguentar, aguentar. O Famalicão criou quatro ocasiões para a reviravolta, mas a baliza cónega manteve-se a salvo, ora pela presença de André Ferreira, ora pela falta de pontaria dos dianteiros famalicenses. O esforço cónego salvava assim um ponto da visita ao reduto de uma das equipas em melhor forma no campeonato, em plena luta por uma vaga nas competições europeias da próxima época.

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